segunda-feira, 15 de junho de 2009

ROLANDO NOS LENÇÓIS MARANHENSES

Nunca tinha pilotado um quadriciclo. Tive um curso de mais ou menos dois minutos e saí dirigindo um híbrido de moto e carro, por sinal bem confortável.
Saímos às 9:30 h. e chegamos de volta às 18:00 h. Um dos passeios mais fantásticos que já fizemos.

Na ida, sob intensa chuva, atravessamos trilhas enlameadas, entrando em pequenas crateras alagadas, nem sempre tão pequenas. Foi aí que aprendemos que estes veículos também flutuam, quando é preciso tirá-los de alguma situação de atolamento. Um esporte radical suave recomendável, até certo ponto, para adolescentes da terceira idade.

Após percorrermos algumas trilhas por cerca de uma hora chegamos as franjas dos lençóis e ao subirmos a primeira duna descortinamos uma paisagem chocante. Era só o início do que iríamos desfrutar por todo o dia. Correndo pelas areias firmes das dunas, com subidas e descidas, ladeando centenas de lagos de água turquesa e doce. A chuva tínha-nos deixado totalmente molhados e sentindo um pouco de frio, mas era quente a água onde fomos nos banhar. Que maravilha gente!

Ainda tinha mais para curtir. Sim, a praia totalmente deserta dos lençóis, com apenas algumas cabras e cabritos pastando. Praia de ondas, mas daquele tipo que vai afundando devagarzinho. Agora outro banho, mas de água salgada e já com o Sol aberto.

Abriu o apetite, mas não teve problema, porque mais meia hora e fomos comer no restaurante da Luzia, que só tem cardápio em inglês, francês e espanhol. Afinal, em português a gente fala, não é? Pode-se escolher entre camarão, cabrito e peixe. Podem escolher que não tem erro e ela não revela a receita.


Um restaurante coberto de palha de buriti, no meio do nada, totalmente simples, porém élegante, onde se é recebido com muita gentileza e fidalguia.
Depois do lauto almoço foi retornar pelas dunas, porém com as cores do entardecer.


Rolando pelos Lençóis Maranhenses em quadriciclo.